Friday, June 5, 2009

O Vigile quis me ver

Aconteceu o que eu temia... Eu estava bela e tranquila aqui em Reggio Calabria, quando um telefonema fatidico da Maria mudou tudo. Eu teria que estar em Torino no dia seguinte, pois o vigile queria me ver.
A Maria tinha me garantido que isso nao aconteceria, que para os vigiles daquela regiao bastaria ver meu nome escrito na porta de entrada, campainha e caixa de correios e que eu podia ir embora tranquilamente. Disse tudo para que eu saisse da casa dela.
Pois bem, quarta-feira, as 18:20 peguei o trem para Torino. Cheguei quinta, as 11 da manha. Quinze horas de trem. Ela tinha agendado com o vigile as sete da noite.
O que aconteceu eh que quem foi pedir a minha residencia nao foi a Maria, e sim a dona do apartamento. O nome dela eh Alisson, uma peruana de vinte e poucos anos de idade, ja com um filho de um ano. Enfim, o que interessa eh que o vigile, segundo a Alisson, deu em cima dela e, quando percebeu que nao ia rolar nada, viu a minha foto do passaporte e quis me conhecer.
Eu fiquei muito brava e disse a Maria que se ela tivesse ido fazer a minha residencia, afinal de contas é ela a minha assessora, isso nao teria acontecido.
O vigile conversou rapidamente comigo e a visita toda nao demorou mais de um minuto. Ele disse que iria ao apartamento confirmar que estou morando la, mas a peruana disse que ele estava brincando.
A Maria ficou de me enviar por e-mail a confirmacao da minha residencia. Voltei no mesmo dia para Reggio, outras quinze horas de trem. Devia ter encontrado um assessor mais perto de onde quero ficar. Ainda bem que arrependimento nao mata.

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