Domingo fui a Tropea com as meninas da minha classe. Eu, Maia e Ania da Eslovenia e Domenica da Eslovaquia. Acordamos cedo, as 8.15 pegamos o trem e chegamos la as 9.50. Tropea é uma vila pequena, cheia de lojinhas e restaurantes espalhados por suas ruas estreitas. A cidade é uma graça e a praia paradisíaca. É uma das poucas praias com areia fofa e não pedrinhas. Normalmente o mar é tranqüilo e a água transparente, mas domingo estava super agitado e nos divertimos muito assistindo uma a outra tentando sair do mar e tentando manter a parte de cima e a de baixo do biquíni no lugar onde deveriam ficar.
Quando estávamos no trem retornando a Reggio Calabria o Sergio me ligou perguntando se eu poderia hospedar uma couch surfer por três noites. Ele já tinha aceitado hospedá-la a um tempo, mas sua ex-namorada - com quem ainda mantém uma relação problemática - estava vindo no mesmo dia.
Aceitei porque não posso dizer não ao Sergio, mas estava louca pra chegar em casa, tomar um banho e me recolher no meu mundinho por algumas horas. Eu gosto de ficar sozinha às vezes. Já estava em companhia durante o dia todo e ainda tinha marcado de encontrá-las novamente as 11 da noite.
Pouco depois que cheguei em casa e tomei banho o Sergio veio com a menina. Uma polonesa de 26 anos, atriz de teatro. Simpática, interessante.
Fomos encontrar o pessoal na praia. Éramos em quase vinte pessoas. Dividimos-nos nos carros e fomos a uma praia distante, em Catona – uma vila a uns 10 km de Reggio. Levamos cerveja e um dos garotos do grupo seu violão. Ficamos cantando e conversando ate as 4 da manha. Coitada da minha hospede, tinha passado quase o dia todo no trem e estava cansada. Mas acho que se divertiu também.
Perdi a primeira aula no dia seguinte, mas fui à escola na hora do intervalo. Queria dormir, mas a vontade de reencontrar as meninas foi mais forte.

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